31 dezembro 2009

Ok, depois disto, não tenho motivos para me queixar

Ao longo do ano 2009, sempre disse que pior do que tudo aquilo que me estava a acontecer, era ter uma doença grave. Sempre disse que pior do que tudo aquilo que estava a viver, era a minha mãe ou o meu pai me deixarem. Ao longo do ano inteiro, sempre que aparecia algo que me colocava lá mais em baixo, eu tentava encontrar naquilo duas ou três coisas positivas. Foi um bocadinho assim que tentei amenizar a situação.
Mas agora, depois de ter lido isto, senti um aperto tão grande e pensei: Comparado com isto, não tenho motivos para me queixar!

ADEUS, 2009!


ADEUS.
É com toda a convicção e com toda a certeza que te digo que nunca irei sentir saudades tuas. Por mais poucas que sejam. E é com tudo isto e muito mais que te digo OBRIGADA. Obrigada pela lição que me deste e por tudo aquilo que me ensinaste. Obrigada pelo sofrimento que me causaste e pelas alegrias que me fizeste sentir.
De ti, levo histórias para contar. Contigo senti coisas que até então não sabia que existiam. Uma delas estou a sentir agora. Sinto-me mais do que bem por me estar a despedir de ti. Até então, todas as despedidas me eram estranhas. Até hoje, nunca gostei de me despedir de nada nem de ninguém, mesmo naquelas situações em que sabia que estava a fechar uma porta, para abrir outra melhor.
Com toda a alegria te digo: ADEUS, 2009! Já vais tarde...

29 dezembro 2009

Sim, também houve coisas boas


- O carinho, a atenção, os ouvidos, a paciência, a mão, a disponibilidade e o estar sempre, sempre, sempre aqui para mim da Tia A, da Ritz, da Tatinha e da Any (obrigada, obrigada, obrigada)
- A amizade construida e a amizade reforçada
- A aproximação do Didi, para depois se afastar
- O Algarve e o companheirismo que ele me trouxe
- O amanhecer no Guincho
- O Chiringuito
- A família P
- A história moderna do Lobo Mau e da Carochinha
- Paixão
- Engelberg, Suiça, Açores, Madeira e Jamaica (ok, podia ter sido melhor). Coimbra e a Queima das Fitas. O Porto
- Trabalho, trabalho, trabalho
- Realização
- Mundo e Maizálem
- Cenas, coisinhas e luzinhas
- Noite, dia, horas, minutos e segundos
- Brindes coloridos com morangoskas e trago a gin misturado com água tónica e limão
- Sushi
- O espaço físico do Reino da Alegria, num 7º andar com vista para o mundo
- O jantar com a mana Cris
- O trabalho
- As provas superadas
- Confiança
- Estabilidade
- Facebook (pois claro)

28 dezembro 2009

Jingauhl bellesss


O mundo está a mudar. É mais do que oficial.
Veio o Natal. Passou a consoada. Está a despedir-se o Natal. E eu, eu, até ao dia de hoje não recebi um único par de meias. Não recebi aquelas cuecas que a tia velhota, que vive no lar há uma vida, tinha o hábito de me comprar. Não recebi o par de collants, grosso, grosso, grosso. E não recebi aquele pijama. Aquele de flanela grossa, com o ursinho ou a menina a dormir, e a legenda a dizer "sweet dreams", bem como a pantufa a condizer. Já não sou a mesma...
E não sou mesma deepois que, só ao fim de duas décadas e mais um bocado de existência, me apercebi que o Pai Natal esteve sempre em minha casa. Agora entendo porque é que nunca precisamos de chaminé nem de nos esconder antes de meia noite. Afinal, o P. N. da minha casa nunca esteve quase a chegar, nem por lá passou. O P. N. da minha casa esteve sempre lá. Gordinho e com barbas brancas. Vá, o branco tem vindo a intensificar-se ao longo dos anos.
O P. N. da minha casa, não se chama Pai Natal, mas chama-se pelas mesmas iniciais que dão nome ao Pai Natal. E este ano, o P. N. lá de casa esmerou-se tanto, tanto, ao ponto de me deixar "plasmificada" (obrigada, obrigada) contra a parede. E como se isso não fosse suficiente, a P. N. lá de casa deu uma ajudinha à festa, e... puff, sentou-me num belo trono lacado a branco (obrigada, obrigada), que faz as maravilhas de qualquer quarto de princesa. Tudo para juntar ao presente anual da assinatura em conjunto daquela que é a minha, nossa nova casa.
Este Natal, descobri (eu e as minhas (estranhas) descobertas tardias) também que as alegrias trazem companhia. Por isso, vai daqui um grande bem haja à entidade que me faz feliz a cada dia 30. Nem sabem o bem que fizerem. A mim e a vós! Afinal, os presentes oferecem-se só a quem merece.

22 dezembro 2009

Amizade


(latim vulgar amicitas, -atis)
s. f.
1. Afeição recíproca entre dois entes.

2.Boas relações.

Por ontem. Por hoje. Pelo passar dos dias. Pelas noites. Pelas horas curtas que se tornam longas e por aquelas que poderiam ser longas e se encurtaram. Pelas alegrias. Pelas lágrimas derramadas e por aquelas evitadas. Pelas luzes que não se apagam e pela janela virada para o mundo (que nunca se feche). Por Lisboa. Pela Serra... Pelo Porto. Por isto e por aquilo. Pelas saias curtas e pelos Louboutins. Por tudo. E porque "da minha vida sei eu".

17 dezembro 2009

Fez-se luz naquelas cabeças


Finalmente, estes senhores fizeram uma coisinha de jeito. Vá, agora deixem casar as pessoas... e qualquer dia, façam outra coisinha de jeito e deixem as mesmas pessoas adoptar crianças.

Temos assunto até ao Natal... do ano que vem

Hoje, temos assunto comum.
Não dormi nada por causa do abanão. Estou cheia de sono, tenho ressaca de noite de pestana arregalada e nos ouvidos, o barulho de fundo provocado pela televisão, que fiz questão de não desligar, bem como a luz do candeeiro. Tenho o meu nariz a caminhar para o estado próximo do crítico, com a descarga de sinusite que me resolveu atacar. Serão efeitos secundários, que só sente quem mora sozinha num 7º andar?! E por falar em morar, em sozinha e em 7º andar. Esta noite, pela primeira vez, dei por mim a pensar mesmo a sério no facto de morar sozinha. Depois de há quinze dias me ter visto "cair numa cama", com aquela gripe, o susto de ontem veio avivar-me a memória. Valeram-me os telefonemas que me fizeram sentir o sabor da distãncia de 300 quilometros, bem como da distãncia que fica entre a minha casa e um quinto andar ali para os lados do Marquês. Valeu-me o Facebook e o MSN. Valeram-me os meus vizinhos, que me bateram à porta em catadupa com perguntas quase combinadas de "está bem?" e "precisa de alguma coisa?". Valeu-me a piada do "medricas" do primeiro andar se rir com a situação. Faltou-me a minha Jeff na hora em que quase as luzinhas se apagaram. De seguida veio o pensamento: "ai, que já não vamos lá longe no fim-de-semana"
Agora, acho que vou ali dizer tudo e mais alguma coisa às pessoas de quem gosto. Depois, acho que vou ali beber umas morangoskas. É que até às 11 da manhã já se sentiram umas 11 réplicas.
E foi o maior susto que apanhei, depois da explosão na Figueira da Foz, no S. João de há não sei quantos anos.

Shake it


Treme leve, levemente. Será quebra de tensão? Assombração?
Quebra de tensão não é, certamentamente.
Assombração assusta assim?

Olho para a janela do msn e leio assim: Sentiste? Isto tremeu tudo!
Fui ver, era Lisboa a tremer.
E agora não consigo dormir.

14 dezembro 2009

Quem não gosta?!


E depois vem a fase do tou podendo, ou não tou podendo?! Do desejo manifestado, da vontade revelada. Da saudade sentida. O mostrar que tou nem aí pra ti, mas o que mais quero é ter-te aqui. A vontade de esticar a corda, sentir o nó que está no meio. Provar que a minha força é suficiente para o soltar. A fase de querer tudo e não querer nada. A fase do ter e do poder. Do poder nas minhas mãos. Da certeza que a última palavra será a minha. O saber que a história será escrita consoante o número de vezes que eu disser sim e não. Saber que basta não dizer uma ou outra palavra para que tudo mude. Ter a certeza que se disser que parou, então tudo vai parar mesmo.
E depois também há aqueles momentos em que as armas caem e os pensamentos não fluem. O poder não tem poder e eu não quero saber. O momento em que sorris para mim e me fazes estremecer. O momento da tua mão a agarrar a minha. A força com que me puxas para ti... O teu braço à volta da minha cintura e o teu peito junto ao meu. Arrepia-me a melodia da tua cantiga e a forma como a cantas, baixinho, no meu ouvido. E dizes-me tudo aquilo que eu quero ouvir. Deixo-me levar. E sou feliz.

11 dezembro 2009

Oh god!


O que é que estes rapazinhos têm assim de tão especial?

10 dezembro 2009

Apetecem-me galochas

Mas, não me apetecem umas galochas quaisquer.
Apetecem-me estas galochas. Estas aqui em baixo.


A culpa nunca irá morrer solteira

"A culpa é tua. Foste tu que provocaste esse afastamento. Foste tu que te isolaste e te afastaste de toda a gente. Foste tu quem colocou tijolo em cima de tijolo na barreira que se ergueu à tua frente."
Ouvir isto da boca da minha mãe, durante o almoço, entre colheres de sopa metidas à boca por obrigação, bem, confesso que não foi fácil.
Face ao assunto em questão, mea culpa! Assumo que me afastei, mas na altura, nada seria melhor do que o afastamento. Sempre disse e continuo a dizer que se não me acompanham, então que não me atrasem. Por isso, e porque atrasada estava eu, afastei-me.
Mea culpa para o meu isolamento. E hoje digo: Foi tão bom. É tão bom. Quem não precisa de momentos de introspecção que atire a segunda pedra, pois a primeira certamente que já atirou.
Se guardo no meu castelo todas as pedras que me atiram, porquê não pegar em tijolos e, um por um, erguer, eu própria, a minha barreira?! Construida por mim, sei de cor a sua fragilidade e a sua rigidez. Da mesma forma que saberei melhor do que ninguém qual a melhor forma para a derrubar, quando esse dia chegar.
Ainda assim e apesar de tudo aquilo que assumo ser da minha inteira responsabilidade, tenho consciência de que na hora de apontar o dedo, os cinco de uma mão não serão erguidos na minha direcção. Porque naquilo a que se dá o nome de amizade, um dos meus lemas é nunca abandonar. Mesmo que não compreenda ou não aceite o momento, a situação, a decisão. Tudo e mais o resto.

06 dezembro 2009

Someone like us

Ele: Nós não nos conhecemos...
Ela: Isso torna tudo isto ainda mais estranho



... Ficaram a ouvir a chuva cair. E adormeceram. Nos braços um do outro.

05 dezembro 2009

É mais ou menos assim


Os homens voltam sempre! Infelizmente, ou não! Estando nós à espera ou escondidas no canto mais escondido à face da terra. Com ou sem teorias e práticas da Penélope Parker, fazendo por isso ou ficando nós quietinhas no nosso canto. Quando eles querem, eles sabem tão bem como nós qual a melhor forma de dar o ar da sua graça.
Eles têm tanto ou mais medo da solidão do que muitas de nós. Eles não sabem viver sozinhos. Não sabem como reagir nem como sobreviver aquela fase da luzinha apagada, quando não despertam interesse em ninguém e todas elas lhes reagem com um tou nem aí.
E na volta, é impossivel não sentirmos que temos tudo nas nossas mãos. Que agora podemos deliberar tudo à nossa maneira, deitar cartas ou mandá-las para o ar e ver quantas caem viradas para cima. É impossivel não pensar que se tal aconteceu, é porque houve um dia que a ida não deveria ter acontecido.
Neste jogo de ida e volta, a volta pode também ser necessária para fechar (finalmente) a porta que estava encostada. Para arrumar a gaveta que não fechava com tantos papeis atafulhados lá dentro. Para resolver a nossa burocracia interior... para realmente perceber se há ou não há volta. E quando não há volta, não significa que seja impossivel não começar tudo de novo. Como se do primeiro dia se tratasse. Nunca esquecendo o que a ida levou ou nos tirou, mas acreditando sempre naquilo que ficou.
Se não for assim, é parecido!

Não gosto de anúncios a perfumes masculinos. Não gosto nada. Mas é que não gosto mesmo nada

Mais ou menos assim, mas sem o cabelo


A senhora dra que me auscultou, me viu a garganta e me disse que "não tá muito inflamada", quando eu mal podia abrir a boca e engolir, e tinha o pescoço tão inchado que cheguei a pensar que tinha papeira.
A senhora dra que não devia ter ouvido as trinta mil vezes que lhe disse que me doia tanto os ouvidos, que parecia que tinha as tropas do exército, da marinha e da força aérea, todas juntas a marchar dentro da minha cabeça.
A senhora dra que fez ouvidos moucos às minhas queixas de dores no corpo, nos músculos e nas articulações, ao ponto de não me deixarem estar sentada e muito menos em pé.
A senhora dra que me receitou um medicamento e me disse "se quiser tome também este. Ou este". E frisou: "mas só se quiser. E se quiser, peça na farmácia. Depois tente arranjar uma receita".
A senhora dra que me disse: "Vá para casa, fique lá um ou dois dias de cama. Depois disso, fique em casa o tempo que quiser. Vá ao seu médico de família e peça-lhe baixa com o tempo que lhe apetecer".
A senhora dra é a cara chapada desta, mas sem aquele cabelo e com umas rastas no lugar. E até no feitio me pareceram primas.

04 dezembro 2009

Tenho uma história para contar

... seis horas no serviço de urgência de um hospital público do nosso país.
Vou só recuperar forças e tentar perceber que raio de gripe aqui anda.

01 dezembro 2009

Ai queres um dia diferente? Então toma um dia diferente!


Diz que é feriado e diz que ela se recusa a ir para centros comerciais, comércios tradicionais e afins. Dormir toda a manhã. Bom, não é?! Acordar cheia de febre, com dores de garganta, ouvidos e musculares. Elah, qué lá isto?! Como se não bastasse, há duas semanas, foi este o modo activo durante cinco dias. No fim-de-semana voltou a sentir o alerta, mas o tou nem aí prevaleceu. E hoje, vai de ir trabalhar porque isto não é nada. Agora, tou pra morrer...

No pare. Sigue. Sigue


A vocês, Pai Natal, Jesus nas palhinhas deitado sem um edredon que te cubra, senhoras nossas, santinhos, anjinhos, luzinhas, cenas, coisinhas, seres superiores e afins. Agora que o ano está a fazer as malas para partir e nunca mais cá voltar, estas palavras são todas vossas:

2009, grande ano, hein??!! Que mais uma gaja como eu pode pedir?! Ora bem, lembram-se de Janeiro? Também eu! E nunca me hei-de esquecer. Bem como dos meses que se seguiram e de tudo o que me aconteceu por lá. Coisas que não quero sequer escrever aqui. Não as escrevo com receio da memória se avivar, com coisas que possam já estar lá no cantinho mais profundo da secção das lembranças do meu cérebro.
Lembram-se de Maio? Eu também! E daquela manhã em que acordei com as pernas que mais pareciam troncos. E lembram-se do que aconteceu logo de seguida? Pois eu lembro-me. Lembro de me querer levantar e não me conseguir mexer, lembro-me da viagem para a farmácia, para a urgência e depois, da viagem de trezentos quilómetros para ser tratada pelo meu médico de família. Lembro-me daquela semana de sofá, porque me recusava a ficar na cama o dia inteiro. Lembro-me das noites passadas de olhos abertos, do medo do escuro, como se fosse uma criança de seis anos. Lembro-me do problema hormonal que me foi diagnosticado, desencadeado por um descontrolo do sistema nervoso. Ainda hoje por cá anda. Gostou de mim… Eu é que não gosto nada de num mês pesar 58 quilos e no outro a seguir já pesar 65. Isto não acontece a ninguém.

Adiante. Ainda me lembro do Junho e do divórcio que ele me trouxe, depois da separação em Janeiro.
Até Setembro foi um salto, não foi?! Pois foi! Foi um salto e um grande, grande trambolhão. Um trambolhão fruto de um empurrão de enganos, mentiras e ilusões. E mais enganos, mentiras e ilusões. Mas, quem bem cai, melhor se levanta! E eu levantei-me. Com ajuda, mas levantei-me. A ajuda veio em Setembro. Não tardou, não apareceu na hora certa, mas apareceu na melhor hora. Depois de tudo e tanta coisa, qualquer hora era a melhor hora.
O Outubro deve ainda estar nas vossas cabeças. Bem como na minha. O mês que inaugura aquela que eu considero a pior altura do ano, tornou-se este ano a melhor. Um ano que já está há muito colocado na prateleira dos piores anos, senão o pior da minha vida até ao dia de hoje.
Ainda assim, nem tudo foi mau. 2009 deu-me reconhecimento pessoal e profissional. Tirou-me tanta auto-estima como deu. Fez-me sentir a pior e a melhor pessoa. A mais mal amada e a mais desejada. Levou-me os maus, deixou-me os bons. Devolveu-me aqueles que, se calhar, nunca de ao pé de mim deviam ter saído. Abriu o meu paladar ao sabor de gin´s e morangoskas. Deu-me a senha para passar a fronteira. Deixou-me escrever no gps “maizálem”. E mostrou-me como o caminho até lá é tão mais fácil do que eu julgava…
2009 trouxe-me tanto de tristeza como de alegria. Cegou-me ao mesmo tempo que me abriu os olhos. 2009 deu-me viagens, deu-me férias e muito trabalho. Deu-me a minha casa. E melhor casa não me podia ter dado… 2009 foi o ano do azar. O 27 passou a ser um número de sorte. Bem como o 9, quando conjugado com um 7 à direita. O azar que obrigou-me a procurar a sorte e fez-me perceber que a piada está nessa procura.

É por isso que aqui continuo, hoje, dia 1 de Dezembro, no início do fim deste ano. Estou aqui e por aqui contínuo. Sempre a sorrir para o espelho e a olhar para a minha vida com um sorriso rasgado. A viver o meu dia intensamente. A fazer acontecer. Sempre. Com ALEGRIA (de uma princesa), porque o futuro é já ali à frente.

27 novembro 2009

Assim me encontro

Hoje, todos os meus males estão concentrados num só. Estou cheia de sono.

25 novembro 2009

Complicações


Começo a perceber que a minha vida começou a tornar-se complicada quando o conheci. Até então, de complicada não tinha nada, quando tudo tinha para ser complicada.
Percebo agora, que a minha vida tornou-se complicada, quando, por causa dele, a virei do avesso, e a empurrei para duzentos quilómetros a sul. Percebo também, que comecei a ser transformar-me e a tornar-me uma pessoa complicada em Julho daquele ano, quando me sujeitei a viver numa situação e condição complicada, quando me calei por ver que ele estava a complicar o mais simples... quando passei a viver com o modo complicado activo e não quis saber.
Hoje, tenho a certeza de que tudo o que deveria ser ou poderia ter sido complicado, foi tudo aquilo que foi mais simples na minha vida. E sei que tenho culpa nisto, porque também sei que fiz do simples, complicado. Apenas e só, porque no meio de tanta complicação, me foi incutido que teria de agradar a minha vida toda (??) ou para toda a minha vida (??), a gente complicada.
Por não saber viver na complicação, fugi de complicações. Mas, agora tenho consciência de que me tornei uma pessoa complicada, devido à influência exercida em mim, por um meio que não sabe fazer mais nada do que complicar vidas.
Da minha vida, fazem agora parte coisas tão complicadas como conseguir manter uma alimentação racional. Conseguir deitar-me a horas ou dormir uma noite inteira, sossegada, como a maioria das pessoas normais. Na minha vida, palavras como acreditar, amar, tranquilidade, meio termo, sentido, e muitas, muitas mais que não consigo enumerar, passaram a ser complicadas de utilizar... e aplicar.
No meio da complicação, vale-me ainda a plena noção de que tenho e quero voltar à pessoa que era, descomplicada. Quero voltar a viver com complicações descomplicadas, normais e naturais de qualquer ser humano. Quero ser um ser humano! Mas, tenho medo de não sabe como fazê-lo, sê-lo. E tenho medo de me aperceber que estou a complicar demais e isso ser demasiado complicado para mim. E depois, já não aguento comer tantas bolachas de chocolate... é isto!

24 novembro 2009

Que dia é hoje?


24?!
Já está guardada a lição a retirar do mês 11 de 2009.
Mas, não há duas sem três, pois não?!

23 novembro 2009

Efeito Boomerang

Se aquilo que mandámos embora, voltar de uma forma inexplicável, significa que nunca deveria ter saído da nossa vida?

16 novembro 2009

Cenas?! Coisinhas?!


Diz que agora as pessoas fazem apostas para se apaixonarem. Ou que se apaixonam graças a apostas que fazem.
Diz que agora, a paixão vem na chuva que cai à noite. Que acontece enquando duas pessoas se perdem uma da outra e voltam a encontrar-se poucos minutos depois.
Diz que para estimular a paixão, duas pessoas que mal se conhecem, embarcam numa aventura de 24 horas, sem nada pensado, sem destino traçado.
Diz que a paixão, agora, tem data e hora marcada. Data e hora marcada para começar e data e hora marcada para terminar. Diz que agora, há paixões que só estão autorizadas a durar nove dias, seis horas e 30 minutos. E que têm um código de acesso.
E diz que tudo isto é pensado e programado logo após o momento em que dois olhares se encontram pela primeira vez.
Há quem diga que assim, desta forma, é quando tudo é melhor aproveitado. Que a vontade de aproveitar ao máximo supera o controlo total e que só assim é que é possível deixar de ser racional.
E depois, também há diga que as "cenas" e as "coisinhas" que se sentem, e que devido ao tempo limitado/controlado, pequenos pormenores não irão passar de... meros pormenores.

O mundo está perdido!? Ou então fui eu que me perdi aí num ano qualquer. Será que me distraí por aí com qualquer coisa e não acompanhei as mudanças?! Ou não houve mudança nenhuma?! Ok, eu não estou cá!

13 novembro 2009

29 outubro 2009

This Is It


Cinco Palavras: Nem sei o que dizer

27 outubro 2009

Só pr ´avisar... outra vez

Que este Benfica me está a deixar em cuidados e acho que não me vou segurar e já me sinto a ficar a pontos de fazer qualquer coisa para abanar a cabeça daqueles gajos que se vestem de verde e pisam um estádio que fica ali prós lados de Alvalade (já podem respirar)

Mas afinal o que vem a ser isto?????!!! Milagre da multiplicação????!!!! A sério, ninguém (entenda-se qualquer águia com ou sem penas) merece!!! Fogo, pah!! Já não chega??????!!!!! Tanta coisa, tanta coisa...

Tanto golo, tanto golo... Tanto ego envaidecido e tanta boca e piadola a ser proferida. E para quê?! Para depois, lá po final de Maio, perderem o campeonato. ahahahahahaha

26 outubro 2009

Só pr ´avisar

Que eu, hoje, comprei um cd destes meninos aqui em baixo. Não só porque estava ao preço da chuva (na worten), mas também porque eu devo ser a única gaja da minha geração que não sabe uma única estrofe das músicas deles. Acontece que, ao que tudo indica, a parte do não sabe já vai longe... Estamos mais no modo não sabia. E prestes a entrar no status "sei todas e mais algumas músicas deles. As velhas, as novas e até aquelas que hão-de vir!"
Sexta mi aguardem! Contra tudo e... contra todas!!! Assim, só por diversão!!
Mas quem manda aqui???!!!

25 outubro 2009

Palavra de mãe, não é ordem de mãe, pois não?!

No espaço de uma semana, a mãe disse-me duas vezes que acha que devo arranjar um namorado. Que se me apaixonar, conseguirei tomar decisões mais ponderadas e, acima de tudo, mais decididas. Que a minha vontade de levar a minha vida para a frente será uma melhor vontade. Que de certeza que irei passar a comer melhor e que tudo me irá ajudar a superar a disfunção alimentar e o descontrolo hormonal, provocado pela alteração do meu sistema nervoso, que passará a estar mais calmo e tranquilo.
Que só o facto de andar mais feliz, de adormecer e acordar com alguém no pensamento, só o facto da paixão me colocar um sorriso nos lábios e me fazer sentir bem, tudo junto me fará sentir melhor comigo e com a minha vida.
Até a minha mãe! Será que ando assim tão rabugenta e ainda não me apercebi disso??

22 outubro 2009

Contado ninguém acredita

A penúltima vez que vi este menino, ele era um puto reguila e irritante. A última vez que o vi, ele passou à minha frente várias vezes. Pra lá e pra cá, na passerelle do Portugal Fashion.
Cresceu, o rapaz... Os ares da Serra que respirou durante a infância, só lhe fizeram bem.


Diz que tem carreira de sucesso
Aqui e Aqui
Vá, orgulhem-se!

Um sinal


Preciso de um sinal
Peço um sinal

21 outubro 2009


Só podes ler os meus pensamentos. Estavas lá à minha espera, só para me dizer que depois de Paris e Barcelona, agora me sonhas em Veneza.
A facilidade com que transmites o quanto me desejas e o quanto precisas que eu acredite em ti, só me dá vontade de rir. E rio. À tua frente, rio-me com aquele riso do medo bom que as palavras proferidas por ti, bad boy, provocam em mim. Mas quando tu não estás, perco-me em pensamentos. Então dou comigo a sorrir e já aconteceu encontrar-me num sorriso igual ao que já vi no teu rosto, mas que ocultaste quando sentiste que te estava a perceber.
O que tu não sabes é que eu (agora) troco Paris, Barcelona e Veneza por um regresso à Jamaica. Quero fotografar mais e melhor do quando de lá cabe dentro de mim, que eu não tive oportunidade de viver e partilhar.
Depois disto, talvez eu possa ser companhia em Paris, em Barcelona ou em Veneza. Talvez até em Amesterdão, Nova Iorque ou no Rio de Janeiro. Sei que saberás aproveitar-me. E eu serei a tua melhor companhia.

Let it rain... on me


Já disse aqui que a minha relação com a chuva não é das melhores. Também disse aqui que não começámos bem o Outono e que por isso a nossa relação durante a estação pluvial poderá não ser das mais saudáveis. Acontece que tudo muda e eu estou a viver a plenitude da mudança. Por isso, não estranhei a satisfação com que encarei o dia de hoje, assim que coloquei o pézinho na rua.
Foi em modus alegria activo que caminhei para o carro. Não foi dos dias mais felizes a conduzir para o trabalho, mas embora o limpa pára-brisas fosse a funcionar e a velocidade quase a metade do habitual, não me chateei nada com isso.
Hoje, durante a manhã disse para mim que ainda iria ver a luz do sol. E fez-se sol. O sol brilhou na rua durante a hora de almoço. O sol brilhou em mim. E brilhou dentro de mim. Os raios estenderam-se pelos céus da Serra de Sintra... e deram ar da sua graça durante a tarde. E eu, eu percebi e conheci o brilho das gotas que caiam do céu. Afinal, a chuva brilha! A chuva tem um brilho reflector e a partir de hoje irá reflectir aquilo que eu quiser. O brilho da chuva será imagem projectada, cor e luz reflectidas. Será o meu sentir.
O brilho da chuva de hoje fez borbulhar energia dentro de mim e fez-me ter a certeza de que o nó que se formou na minha garganta está a pediu para se soltar. E eu acedi, mas vou deixar que se solte à sua velocidade, de forma natural.
Os meus dias maus não duram dias e dias. Eu não deixo que se estendam mais do que as 24 horas permitidas. A minha energia é positiva, saudável e verdadeira. Graças a ela, tenho sempre força para continuar em frente e enfrentar as curvas apertadas da minha caminhada.
Quero ter sempre presente um let the sunshine in na minha vida, mas hoje quero também tornar possível o let the rain in. Vai acontecer!

20 outubro 2009

Viver a Vida, Meu Amor

A Alexandrinha Lencastre está numa fase má? A senhora aparece em cuidados em todo lado. Na nova novela a mulher não faz mais nada a não ser chorar?!
Dúvida: Quem é que ainda usa naperons em cima dos sofás, das mesas e das bancas da cozinha? As senhoras que moram nas casas da Plural, só! E a Ritolas e o seu sotaque lá do meio do Alentejo?! Só não combina ali muito bem as sobrancelhas demasiado finas.
Não fosse a música do tio Cid ...
E tufas, mudei-me pra nova brasileira da SIC. Eu, que já não me lembrava de ver novelas.

19 outubro 2009

É muita magia

A minha vida anda uma coisa sem explicação. Os últimos tempos têm sido demais em matéria de coisas estranhas a acontecer-me. Está bem que podem ser coisinhas da vida, dias maus e afins, mas por amor à santa lá de cima, já chega.
Então vai uma gaja de Lisboa ao Porto para apreciar as modas, até porque nunca tinha feito o Portugal Fashion. Chega lá e todo um mundo de estranhezas a acontecer: Bloqueei um telemóvel que não é meu. O carregador do portátil deixou de funcionar na tarde de maior confusão e trabalho. Senti-me mal, mas mal a sério com uma enxaqueca que me tirou todas as forcinhas e mais algumas. Vomitei tudo o que havia para vomitar. Hospedada num cinco estrelas, nem uma alminha para ir buscar as minhas malas ao carro. Aspirinhas?? Benurons?? Não devem saber o que é isso lá prós lados da Rua de Serralves. Aliás, saber até sabem, "mas acabou ontem".
Quando já me ria disto, dou comigo de caneta e bloco na mão. Tudo porque o avanço das novas tecnologias ainda não permite que elas não avariem. E lá se foram dois dias de trabalho para o bilhar grande. Ficamos por aqui? Ora essa, gaja que é gaja, aguenta muito mais. Ainda falta um dia para ir embora, por isso nada melhor do que me assaltarem o carro. O carro que até nem é meu... Muito bom!!! Se isto não é uma praga bem rogada, alguém que defina o que é. Eu não estou a conseguir.
Ai são pragas?? Pois que sejam!! E quem as roga que saiba que eu tou aqui para elas. Já estou como a outro: "tenho 26 anos e muita magia". Tudo isto não me derruba. Sei que sou forte o suficiente para combater as más energias. E até agradeço. Afinal, no meio de tanta coisa, fico sempre a saber com quem posso contar. Já tive essa prova em Lisboa e durante os últimos quatro dias, fiquei a saber que as pessoas do Porto (que eu já tinha em boa conta), afinal são ainda melhores. E não só. A revelação veio da pessoa que passa os dias na sala quase ao lado da minha- E isso deixou-me contente.
Mais. Se realmente são pragas, se andam por aí alminhas a quem a minha pessoa provoca comichão, então tomem lá: três pares de botas, uns sapatos e umas sandálias. Três vestidos. Dois coletes. Um casaco. Três camisolas. Três vestidos. Um relógio. E acho que me estou a esquecer de alguma coisa. Muito bem, foi este o resultado de mais uma visita minha ao norte e de uma visita da minha tia a Portugal durante os mesmos dias. Tudo isto para passear pelos dias e pelas noites que tenho à minha frente. Porque eu tenho mesmo muita magia. Porque o mundo também é meu! Porque o sol também nasce para mim! Porque eu vivo bem comigo e, acima de tudo, posso com o bem dos outros como se fosse o meu próprio bem. Más energias? Venham elas!! A minha força e a minha positividade estarão sempre aqui. Para mim. Para o que vier. Para quem vier!!

17 outubro 2009


Um dia destes faço-te uma espera. Sei de cor a hora a que chegas. Vejo-te sempre chegar. Sei o caminho que percorres. Sei a velocidade dos teus passos e sei por que escadas tu sobes. E tu sabes que eu sei isso tudo. E gostas disso. Ao mesmo tempo, fazes disto o jogo que só tu gostas de jogar. Eu não quero jogar mais.
Um dia destes faço-te uma espera. E levo-te para minha casa. Um dia… e depois desse dia poderei ir contigo a Paris. E depois a Barcelona, como tu tanto queres e fazes questão de frisar. Ainda não percebi porque me queres em Paris. Não entendo o motivo de me quereres em Barcelona. Finjo não perceber. Não quero entender. Um dia destes faço-te uma espera. Um dia. Então esse dia será O dia! O dia que tanto me pressionas para que chegue. O dia que eu também quero que chegue, mas que teimo em não deixar que aconteça.

14 outubro 2009

O deus castiga!


É hora de almoço, duas amigas vão buscar café à máquina do refeitório da empresa onde trabalham. No caminho para lá a conversa é típica de gajas. Enquanto a máquina tira o café, a típica conversa de gajas. No regresso, a conversa do costume. Café na mão, um degrau, dois degraus, três degraus e... tufas. Café na mão, café nas calças, café no chão. Mão queimada, muitas gargalhadas e quem não devia a testemunhar o acontecimento.
Ora bem, posto isto, de que estavam as duas a falar?? De outra gaja, pois claro!

Eu adoro "brincadeiras"

Ui, então quanto mais caseiras, melhor!
Eu também brinco com o Sócatres, e com a sua alegada falta de formação académica. Eu, se mandar um trambolhão, faço disso "uma própria tragédia", e não só brinco com isso, como gozo com a figurinha que fiz. Eu também "brigo" com a minha mãe. Eu tenho um avô que tem a alcunha de redondo e uma avó conhecida na aldeia como "a grainhas". Sou Pina de nome, graças à minha avó paterna, o que me faz carregar a alcunha de "pinante" desde os tempos da faculdade.
Eu, não só amo a minha Santa Terrinha, situada lá pós lados da minha serra, como tenho o maior orgulho por ser da terrinha e ter para onde ir naqueles fins-de-semana que não me apetece Lisboa.
Tudo isto e mais alguma coisa não faz com que eu saia "por aí, brincando". Até porque, se eu fosse em trabalho ao país desta senhora, cuspisse em pleno chão do Corcovado, no Calçadão ou à porta do Projac e pedisse a um colega meu de trabalho para eternizar o momento, assim, só por diversão, certamente que a minha nacionalidade me daria direito a "honras" bem maiores e piores do que aquelas que esta senhora tem tido nos últimos dois dias, mesmo dois anos após o acontecimento.
Até ontem, eu até gostava dela.
Hoje, ela que não se esqueça que também precisa de nós. Muito mais do que nós precisamos dela. E na próxima vez que ficar sem papeis "nas novela", que não venha para cá falar no assunto. É que já nos bastava um video daqueles, não precisávamos de outro com pedidos esfarrapados de desculpas.
Destino, já te pedi para o meu caminho ser cruzado com o desta senhora, não já?!



Justin, o Português


Eu juro que não estou louca e que o calor ainda não me afectou a sanidade mental. Eu juro que não estou a mentir, embora não tenha como provar. E juro também que vi este menino, sentado na terceira fila, a ver com toda a atenção do mundo e mais alguma o desfile de Luís Buchinho, na ModaLisboa.
Anda por aí um sobrinho da Betty Feia e ainda ninguém descobriu?!

Ai qui caloohh


Este Outono feito Verão, provoca em mim estados que me deixam assim, vá... a modos que "muita coisinha", como diz alguém que eu conheço.

13 outubro 2009

Podiamos viver sem isto?



Podiamos, mas não era a mesma coisa!
Agora, já sabemos que exemplo dar quando nos quisermos referir a pessoas que são mais uma aberração do que outra coisa.
E mais: a partir de hoje, quando quiser chamar estúpido a alguém, vou fazer questão de usar duas palavras: Maitê Proença.
Destino, se realmente existes, peço-te que ponhas esta mulher no meu caminho. Ou eu no caminho dela.

A pontos de...


Aqui, todos os dias se corre na linha da frente. Nunca atrás. Aqui, o status é fazer de difícil, mas nunca tornar algo impossível. Porque aqui, fechado não é sinónimo de encerrado. E a bela adormecida dos tempos modernos não precisa do toque do despertador para a acordar.

12 outubro 2009

À minha moda

De modas, vamos bem e recomenda-se. Senhores do lápis, do papel e do desenho. Da linha, da agulha e do dedal, podem continuar.
Nos quatros dias em que só de moda se falou, só moda se respirou e até com moda se sonhou, não passou e não passa de moda o imperativo da minha moda. A moda que me vê passar moda que nos vê passar e nunca a moda que passa por mim.
Na minha moda há tules e flores. Há riscas e bolas. Rosa berrante e amarelo pálido, que para alguma coisa há-de servir. Vestidos, despidos, mini-saias e saias compridas. Saltos altos. Agulha, cunha, compensados e até uns Letizios, assim, só por acaso. Dádos, comprados ou emprestados. Sabrinas, chinelinho e havaianas, sempre que for preciso e me apetecer. Na minha moda, agradeço ao champôo, ao amaciador, ao creme e às gotas para as pontas, que a minha moda coloca logo a seguir ao secador. A minha moda nunca se irá arrepender daquilo que gastou em maquilhagem, ali num corner do El Cort Inglês. Nem de ter comprado umas botas e uns sapatos, na porta seguinte aquela onde comprou umas sandálias. Afinal, a minha moda está sempre a precisar. Talvez por isto, a minha moda sabe sempre onde deixou aquela bijuteria que, num certo dia, guardou dentro de uma bolsa e colocou lá no fundo de uma gaveta, como que a querer esquecer que algum dia aquilo tenha sido moda.
O perfume da moda, na minha moda é o perfume que cheira a mim.
Na minha moda mando eu e a minha vontade. Na minha moda não há pré-estabelecidos nem pré-combinados. Na minha moda as coisas acontecem. Com a minha moda, as quatro da tarde são tão iguais ao meio-dia, como as dez da noite podem ser cinco ou seis da manhã. Na minha moda é importante que a SIC Mulher passe o Querido, Mudei a Casa às cinco da manhã, quando realmente são cinco da manhã
Com a minha moda as histórias repetem-se. Sejam elas boas ou más. Na minha moda, se o que se repete é mau, não denuncia burrice. Simplesmente quer dizer que, por vezes, é necessário enfiar o pé na poça mais do que uma vez. Apenas e só, porque na moda as coisas não nos servem logo à primeira. E, da mesma maneira que é preciso conseguir respirar fundo e encolher a barriga para apertar um botão, também é preciso ter noção do quão importante é que o botão se feche e não fique com folga.
Na minha moda, a música tem a mesma importância que tem o silêncio. E é tão importante uma noite que começa com um jantar de sábado e que acaba com o pequeno-almoço de domingo, como uma noite de sábado que começa ao final da tarde no sofá e termina ao início da noite, debaixo do edredon com um livro de trezentas páginas na mão. Sim, porque a minha moda gosta tanto de ler como de fazer brindes, tirar fotografias a sorrir e a fazer caretas ou colocar máscara nas pestanas para que elas pareçam mais volumosas. A minha moda só não gasta tanto dinheiro na livraria, como gasta no corner da maquilhagem, porque tem livros de borla.
Na minha moda é possível regressar a casa descalça, depois de um dia de trabalho com uns sapatos apertados nos pés, como é tão possível sair da discoteca da moda, tirar o sapato da moda, caminhar para o carro descalça e, pelo caminho ainda "descansar" naquilo a que se chama de "circuito de fitness", ali ao lado do Tejo. E é possível rir a bom rir na cara de quem passa, vê e goza só porque não sabe que também é moda fazer isso sem se estar debaixo do domínio de gins e vodkas que, às vezes, também dão o ar de sua graça na moda. Sim, porque a minha moda é natural.
A minha moda, por vezes, quer deitar-se cedo, mas ao regressar a casa e ver que não consegue lugar no estacionamento, a minha moda, pára o carro onde lhe apetece, vai a casar comer Nestum (??!!) e volta para o local de onde veio.
E a minha moda tem coisas realmente na moda, como o facto de estar sempre na dela, indiferente a ataques alheios e do momento. A minha moda não está atenta aquilo que todas estão. A minha moda não quer aquilo que todas querem. E muito menos está receptiva a tudo e a todos. Afinal, tudo, na minha moda é à minha maneira... à minha moda!

08 outubro 2009

06 outubro 2009

Mas quem é que te chamou?


Não gostei da tua chegada nada anunciada, ali para os lados de cima de Portugal. Não gostei que me tivesses obrigado a mudar de roupa, quando eu estava com um belo calção vestido e cheia de calor. Não gostei que te tivesses aliado ao tempo abafado que se fazia sentir lá no lado de cima. Não gostei de te sentir cair nas minhas costas. Para quem acaba de chegar, vens fria! E detestei que me tivesses acompanhado durante as três horas e meia que demorei a fazer quase 300 quilómetros. Para companhia, estás muito inconstante. Ora dás o ar da tua (pouca) graça, ora nem parvos consegues atingir.

Atrevo-me a dizer que começamos mal, chuva. Não estava nada preparada para te receber e recuso-me a aceitar que estejas por cá. Portanto, é bom que olhes pela tua vida e me poupes aquele trabalho de tirar as galochas do armário, sem antes ter arrumado as melissa. Tudo e só porque não sabes se tás cá para ficar.

Resta-me a esperança anunciada pelo "sinal" ouvido à chegada: Que se o descanso de três belos dias no sítio dos passarinhos acaba assim, a semana não terminará pior. Tá dito!

05 outubro 2009

Daquelas Coisas

Não sei se já disse isto, mas para o caso de já ter dito, repito: até hoje, a minha intuição nunca se enganou. E isto, às vezes, assusta-me.

29 setembro 2009

Não faz assim comigo, não

Não sei quando se fez luz. Não me lembro do momento da aparição nem de quando escrevi o meu nome pela primeira vez. Não me lembro da descoberta da caneta, do lápis e do papel. Não me lembro se era com seriedade que encarava o momento da gravação das conversas, para depois as transcrever pela minha própria mão e interpretá-las à minha maneira. Escutas não era, de certeza.
Mas, lembro-me de todos os dias em que mostrei a certeza daquilo que queria ser e do quanto essa certeza me dizia que ia tudo acontecer como eu queria.
Não me lembro do dia em que comecei a conseguir levantar-me à hora a que estava habituada a deitar-me. Mas, lembro-me do primeiro dia que pisei o primeiro degrau do primeiro edíficio. O primeiro dia que fui ao segundo edifício, ao terceiro e ao quarto. Lembro-me do dia que fez um ano que entrei pela primeira vez no quarto edifício e lembro-me de ter pensado como passou a correr. E o pensar que passou a correr foi acompanhado por uma sensação minha, única, de good vibe e de que tudo de bom estaria ainda para vir. A sensação boa do que estaria para vir, em comunhão com tudo de bom que já tinha acontecido.
Não me lembro do dia em que passei a ser responsável por este compromisso. Tudo porque nunca fui irresponsável com ele. Como em todos os outros. Não falhei em nenhum. Falhei em alguns. E se falhas foram essas, que venham mais falhas dessas.
Lembro-me sim do dia em que a hora chegou e eu pedi só mais uma. E outra. E mais outra. Até porque não me custava nada. E continua sem custar.
Lembro-me do dia em que o "é preciso isto e aquilo" passou a ser ouvido por mim como "preciso que faças isto e aquilo".
Tal como na escolinha, o levantar do dedo para tudo sempre foi imperativo, agora também continua a ser. Nunca para mostrar que sei mais, que sou melhor ou para me mostrar. Não! Nunca! Mas sim por uma questão de iniciativa e disponibilidade. Sim ao saber fazer e sim ao querer fazer.
A responsabilidade assumida com este compromisso cresceu e subiu patamares sem nunca ultrapassar barreiras. Afinal, foi e é uma vontade própria. O compromisso assumido com este compromisso ultrapassa já outro tipo de compromissos. É prioritário face a outros compromissos que também me poderão elevar o ego, fazer com que durma melhor e acorde mais feliz. Este meu compromisso faz-me abdicar de todo um mundo de coisas. Da minha família, das minhas minhas amigas, de idas à cidade que me viu crescer, que me formou com uma capa negra sobre as costas e que tanto tem chamado por mim. Faz-me abdicar de passeios à beira-mar e até de um pôr-do-sol numa falésia, de um salto de pára-quedas ou de umas aulas de surf ao fim-de-semana. A satisfação que este compromisso me dá, faz-me faz-me encará-lo com um sorriso nos lábios quando me deito para logo a seguir me levantar. Quanto tenho de acordar cedo num dia de férias para fazer o que está pendente.
A satisfação deste compromisso faz com que nunca me queixe e com que encare tudo e mais alguma coisa com vontade para ir ainda mais além. Porque, afinal, é com este compromisso que vivo todos os dias. Certo ou errado, é este compromisso o mais importante da minha vida neste momento. É este compromisso a única coisa que eu realmente tenho e foi a este compromisso que me agarrei nos meus piores dias. E mesmo nos dias bons, nunca tive vontade de o deixar cinco minutos mais cedo. A vontade dos cinco minutos mais tarde prevaleceu. Sempre.
Mas na hora da verdade ou consequência. A hora que teima e que chega sempre. Nessa hora, começo a perceber que a consequência prevalece sempre perante a verdade. Porque a verdade raramente é consequência. E a consequência tráz consigo um tom depreciativo. Que assusta quando ouvida. Que assusta muito quando lida. Mesmo em jeito de ameaça abstracta e duvidosa.

Comunicado

Cavaco, Cavaco.
E diz o Zé Povinho que não te dá cavaco.
Faria se desse.

Deixem-me Estar

A minha bolha é grande e transparente. É quente e confortável. Dentro da minha bolha cabe tudo, mas agora é de nada que eu quero que ela se preencha. Quero a minha bolha só com água, para eu beber ao longo do dia. Quero lá todos os livros que fui conseguindo ao longo deste 2009, que teima em não terminar. Quero tirar todos esses livros dos sacos onde estão guardados. Quero empilhá-los e, um por um, vou ler todos. Um por dia. Todos os dias. Quero sentir o toque macio ou áspero das suas folhas. Quero saborear a sensação dos meus dedos a apertar as suas folhas. Virá-las.
De porta aberta ou fechada, dentro ou fora, na minha bolha sou a mesma. Sou eu. O eu que sabe ocupar o seu lugar, o eu que não pretende ocupar lugar ocupados. Nunca fui assim. Não hei-de ser.
Na minha bolha, os sorrisos, as lágrimas, o clap, clap, clap das palmas, os braços levantados e os brindes são verdadeiros. São sérios e nunca uma tentativa de mostrar uma realidade paralela, falsa e abstracta. É tudo tão sério como a responsabilidade com que, na minha bolha, vivo o meu dia-a-dia e defendo o dois nomes escritos no cartão vermelho e dourado que trago na carteira.
Na minha bolha faço o que quero. Sempre fiz. Não há dedos que me apontem. Não tenho dedos para apontar.
Estou de férias. Estou de férias de mim. Estou de férias do meu eu, mas sem nunca me esquecer dele. Estou de férias do tu e do nós. Estou assim. Quero estar assim.
É na minha bolha que quero estar. Aqui sei que posso mandar e que posso parar o tempo. O meu tempo. É dentro da minha bolha que escrevo a minha história. O papel principal é meu, o primeiro parágrafo escrito será sempre sobre mim. E a fonte próxima serei sempre eu.

28 setembro 2009

Mais do Mesmo


História do Lobo Mau, da raposa e do sapo que, no fim, se transforma em príncipe.
Inevitável não estabelecer comparações. Comparar com a história da amiga, da amiga da amiga ou com a própria história.
História de balões e blá, blá, blá.
Sensação de déjà vu e de já ter visto o mesmo filme trinta mil vezes, com personagens e cenários diferentes.
Ainda assim, a história ideal para um domingo à noite de cinema. À meia-noite, com amigas. Depois de um dia inteiro a anhar no sofá. Para terminar em beleza um fim-de-semana cheio de agitação, música e ondulação.

23 setembro 2009

Todos os dias, ao pequeno-almoço. Pode ser?

Kanimambo, sou tua!




Queridas vizinhas, isto é só um dos motivos das vossas queixas, pelas gargalhadas que têm ouvido todos os dias, logo após a hora de jantar.

Outono

Trouxeste-me novas. Puseste a descoberto aquilo que estava encoberto. Provaste que, afinal, há coincidências, que posso dar atenção aos pressentimentos e que, tal como eu sempre soube, os sinais existem. E eu sinto-os. Sinto quando eles me procuram, quando, sem querer, esbarro com eles ou quando, simplesmente se faz clique. Sinto os meus. Sinto os dos outros.
Mostraste-me pessoas boas e pessoas más. Mais uma vez, puseste luz no meu caminho. Reforçaste o meu sentido de alerta.
Fizeste do evitável, inevitável. Fizeste o contrário. Transportaste o passado para o presente. Disseste que aquilo que foi no passado e que, sem teimar, já está no presente, poderá fazer parte do futuro. Mas, também disseste que para que isso aconteça, eu terei de deixar. Ainda não sei se quero deixar. Não sei se quero. Agora, neste momento não quero. Não quero no presente e não quero para o futuro. Mas sei que mais logo, por momentos, minutos ou talvez horas, poderei querer. E quando quero, sabe-me bem. Quando não quero, também sabe.
Mostraste-me coisas paralelas. Paralelas e longe daqui. Não as quero, mas se vierem, não vou deixar de as querer. Vou querer, sim! Vou querer muito.
Mostraste-me coisas encerradas. Fizeste-me sentir algo estranho, mas bom, por teres reforçado a minha certeza do fim. Foi bom. É óptimo.
Salientaste que tenho que aprofundar e aprender a lidar com a paciência. Disseste que tenho de saber e aprender a esperar. Falaste-me num tempo de espera. E foi no tempo que discordei contigo. Não quero tanto tempo.
Disseste-me que ele, o tempo, me vai trazer uma novidade. O conhecimento. Um conhecimento com brinde. E mesmo antes de conhecer, já tenho a certeza que servirá para ultrapassar mais uma fase, subir mais um degrau na escala da aprendizagem.
Trouxeste-me mais força. E mais vontade. Força e vontade de correr em cima da passadeira.
Trouxeste-me ansiedade. E vontade de atingir o cimo da montanha. Para lá de cima, do cume, ver aquilo que a paisagem me vai mostrar. E deste-me vontade de gritar lá bem do alto. E perceber até onde vai o meu eco. Onde ele deixar de se ouvir, será para onde irei. E quando atingir esse local, repetirei o mesmo exercício. E andarei sempre nesta busca incessante. Na procura do conhecimento. Porque eu não paro. Porque não consigo parar. Porque não quero parar.

15 setembro 2009

Em que estou a pensar?

Naquilo em que penso todos os dias quando acordo: logo deito-me cedo
Que não consigo deitar-me cedo
Que tenho sono
Que hoje estou com mau feitio, mas apetece-me rir
Que tenho frio
Que tenho nódoas negras nas pernas (???) e que por elas não posso vestir calções, vestidos e afins acima do joelhos
Que ontem tive de correr por causa de uma senhora (que assim, só por acaso, até fiz referência a ela alguns posts abaixo) e que, mais uma vez, por causa desta senhora, me aconteceu algo. Ou seja, vai uma gaja no alto dos seus saltos, vê-se obrigada a correr, e??? Torce o pé, pois claro!
Que para além das nódoas negras nas pernas, agora também tenho o tornozelo esquerdo inchado. Por causa da senhora.
Que ontem fui (ao primeiro??) a um jantar com o pé inchado
Que tou farta de gente invejosa
Que estou aqui numa indecisão entre ir ou ficar
Que para alem daquilo que penso quando acordo, também acordo a pensar que tou preocupada com a situação de uma amiga. E deito-me a pensar nisso também
Que marquei uma viagem para daqui a dois meses
Que é a quinta viagem este ano, mas poderá ter o sexto lugar na lista.
Que os deuses só podem estar loucos
Que o fim do Verão pôe toda a gente louca
Que gosto de bad boys
Que ainda vou conseguir levantar-me ao primeiro toque do despertador
Que ainda vou conseguir acordar uma hora mais cedo para ir ao ginásio logo de manhã, antes do trabalho
Que me apetece um concerto do Djavan
Que o universo me está a pôr à prova
Que vou votar em branco
Que me acontece cada coisa
No Patrick Swayze
Que quero uma consulta da Tia Maya
Que me apetece ler Os Mayas (pela terceira vez)
Que há gente muito mal educada

14 setembro 2009

Sentido


Hoje acordei tarde. O despertador devia ter tocado às 8. Devia e acredito que tenha tocado. Eu não ouvi. Estava no sono dos justos. Estava no melhor sono. Estava num sono que durou pouco mais do que três horas e meia, mas que quando assim é, me deixa fresca e fofa . Faz com que ao sair de casa, o momento de comunhão com a luz, com o sol e com o vento, me faça sentir bem e com energia para viver o meu dia com a alegria que eu preciso e mereço. Me faça ter força de vontade para tudo.
Estava no sono do orgulho. Do orgulho que sinto em mim. Depois do momento artístico, vivido entre quatro grandes paredes e partilhado com o calor dos holofotes.
Depois de ontem à noite ter sentido a chuva miudinha a cair sobre os meus ombros e a brisa soprar levemente no meu rosto. A aragem que tão depressa era fria como em segundos se tornava quente. A brisa que me aqueceu a alma enquanto eu ouvia o barulho das ondas a baterem nas pedras e sentia o odor da maresia.
Depois, um calafrio que nem chegou a ser calafrio. Esteve longe disso. Porque eu assim quis.. Eu determinei. Eu determino. Eu mando e mando porque me apetece mandar. Depois de sorrisos e gargalhadas. Depois de olhares nos olhos, debaixo da luz fraca do candeeiro da viela. Depois de ter sido agarrada e ter, acima de tudo, percebido que, afinal, estou completamente desprendida... hoje sinto tudo. Sinto-me bem. Sinto-me. Sinto-me em mim. Eu comigo e eu para mim. Sinto que os meus cinco sentidos estão alinhados. Como se de chakras se tratassem.

Quem fala assim...


"Uma loira com atitude chateia quem tem a mania que é macho e que manda"


Margarida Rebelo Pinto
ao 24Horas

13 setembro 2009

Daquelas Coisas III

Lá porque passamos grande parte do tempo a pensar em coisas que aconteceram, momentos que vivemos ou em pessoas que fazem parte do nosso passado, significa que no presente temos isso mal resolvido? Tem mesmo de ser assim?
E se essas pessoas que fizeram parte do nosso passado, teimarem em não sair do nosso presente? É porque estamos demasiado abertos a que isso aconteça ou, lá está, esta permanência se deve à pergunta anterior?
Que confusão!

Daquelas Coisas II

É incrível como coisas tão pequeninas podem ter um significado tão, mas tão grande.

Geração blá, blá, blá

Vivo na era do "tens que te sujeitar". Vivo na era do "é assim porque se não for assim, não vai ser, não pode ser nem é de outra maneira". Vivo na era do tudo e mais alguma coisa, mas é de nada que cada vez mais é feito o dia-a-dia da minha geração.
Vivo no mundo da falta de paciência, do egoísmo e do egocentrismo. Na minha geração, a aparência e a escolha do pé direito em detrimento do esquerdo, quando temos de dar o primeiro passo, parecem ter-se tornados valores a seguir.
Apesar de sempre me ter sentido e me sentir mais à frente e mais além, em assuntos que envolvam a tomada de decisões, no espírito de liderança, na minha independência, na maneira de estar e no modo como vejo e analiso o mundo à minha volta, nunca isto e mais não sei quantas outras coisas contribuiram para que não vivesse enquadrada na minha geração.
Contudo, no meio de tudo isto há uma coisa que me recuso a fazer: Eu não engulo sapos. E não o faço por birra, orgulho ou teimosia, mau feitio ou porque simplesmente tenho o nariz empinado e sou dona de mim. Não! Eu não engulo sapos porque acredito que a palavra dita no momento certo é a melhor. A atitude do momento e a maneira como lidamos com a discordância revelam muito de nós. Não é preciso entrar a abrir nem com a sensação de que sei tudo sobre o mundo e que se estiver no deserto com um grupo, a última coca-cola terá de ser para mim. Nada disso!
Simplesmente, se vivo no dia-a-dia do tudo ou nada. Se sempre me regi pelos extremos e nunca pelo meio termo, se tenho de me sujeitar ao é ou não é, não tenho de me calar a isto ou aquilo. Ainda que com isso possa sofrer todo o tipo de consequências. Se as sofrer, vou certamente aprender mais alguma coisa.
Aceito que a última palavra não seja a minha. Aceito. Tudo e só pela consciência de que a hierarquia, o respeito e a cedência fazem parte do meu vocabulário. E eu cedo. Eu cedo muito e não me importo minimamente de o fazer. E lá porque cedo não quer dizer que tenha engolido o sapo. Eu não engulo sapos no meu trabalho, com a minha família e muito menos nas relações. Até porque nunca o facto de engolir sapos tornou real a existência de príncipes.

Frase da Noite


Levada pelo espírito M80: "Quando tiver 60 anos, eu... eu... eu.. eu quero ser toda boa!"



Ok. E agora, levada pelo espírito da moleza de uma tarde de Domingo. Depois de uma noite que só me levou para casa porque a luz do dia começava a tornar-se forte, e eu não tinha comigo óculos de sol, é com toda a pujança e sem qualquer tipo de pudor que solto: "Quando tiver 60 anos eu vou estar toda boa!"


11 setembro 2009

Vem, viver a vida...

Hoje. É isto. Do príncipio ao fim. Sem tirar nem pôr

Pergunta do dia


Depois do 25 de Abril, aquilo que mais se quer saber: Onde estavas no 11 Setembro?

Sentada no café, com uma amiga e a mãe dela. O tema de conversa era a minha carta de condução, tirada há pouco mais de quinze dias. Chegou a tia da minha amiga e disse: "Já sabem o que aconteceu? Um avião foi contra as torres gémeas e outro, que por ali passava, para ver o que estava a acontecer, foi contra a outra torre".

Gargalhada geral.
Minutos depois, já com a televisão ligada: silêncio total.

Apesar de todo o pesar deste dia, tudo o que aconteceu é para mim insignificante quando me lembro que dois meses depois deste acontecimento, perdi a minha amiga que estava ali sentada ao meu lado.
O 11 Setembro foi um dos últimos momentos que vivi com ela. Naquele ano, que foi um dos melhores das nossas vidas. Com os meus 18 anos, os 18 que a vida não deixou que ela completasse... e a nossa viagem de finalistas.

O deus perdoa


Podia não ter comprado? Podia!
Mas depois, não seria a mesma coisa

O meu primeiro dia


Não me lembro quantas canetas tinha dentro do estojo. Não sei se tinha canetas de cor, lápis e borracha branca ou daquelas que são metade vermelhas, metade azul, que dão para apagar lápis e caneta. Não me lembro quantos cadernos tinha dentro da mochila. Tinha, de certeza, o livro de português, matemática e de meio-físico e social.
A minha mochila era cinzenta e cor-de-rosa. Tinha fechos amarelos. Era grande. Ainda hoje a tenho. Encontrei-a no outro dia, no meio de brinquedos que já não me lembrava que existiam.
No meu primeiro dia, o meu pai levou-me pela mão. Esperei numa fila cheia de meninos e meninas. Não me lembro se ali conhecia alguém. Lembro-me que estava envergonhada e ansiosa, mas ao mesmo tempo sentia-me crescida. Naquele dia e a partir daquele dia já não ia precisar do bibe às riscas que usava até então. Lembro-me agora de ter visto passar por ali a minha vizinha da frente. Era empregada ali.
Tenho plena noção dos meus olhos estarem colados à figura daquela senhora loura, com cabelo de abajour e baton rosa velho com brilho. Saia de fazenda abaixo do joelho e camisa de seda. No Inverno, casacões de fazenda das mais variadas cores. Era a dona Palmira, a minha professora.
Quando chamou pelo meu nome, entrei na sala. Vi a Joana. Era a minha amiga da creche. A primeira cara conhecida naquele mundo novo. Sentei-me ao lado dela. Do meu lugar pude ver que, afinal, aquela sala estava preenchida com caras de meninos e meninas que eu já conhecia.
Foi o início da caminhada.

10 setembro 2009

O saber não ocupa lugar

Ele - Para quê querer saber mais do que aquilo que já se sabe?
Eu - Eu sou assim. Agora que já sei um pouco, quero saber tudo até ao fim.
Ele - E valerá a pena? Para quê, quando já sabes aquilo que precisas saber?
Eu - Vale sempre a pena! Nem que seja só para tu saberes que eu sei. Mesmo que não saibas o que é.

O meu é raro... mas é vermelho


"... a verdade é que Luciana Abreu, de 24 anos, tem sangue azul e provém de uma das mais importantes famílias nobres portuguesas, descendendo do 1º duque de Bragança, filho do rei D. João I"


E ainda bem! Assim, quando tiver o azar de me acontecer alguma coisa, é certo que haverá alguém compatível comigo.

Fonte: Correio da Manhã

09 setembro 2009

Coisas

Os anjos não têm costas,
por isso não te vi
Só mais tarde ao passar eu reparei em ti
Quando quis desviar os meus olhos dos teus
Já não era possível,
já não te disse adeus

E naquele momento, o abraço foi inevitável. A força não foi suficiente para controlar a vontade. Os braços de ambos esticaram-se. Os olhos olhavam nos olhos. O sorriso de ambos era o mesmo de outros tempos. Igual. A música fazia parte do momento, parecia ter sido tudo combinado. Propositado. A hora, a madrugada, foi a mesma de outrora. E os braços cruzaram-se. E a força do aperto foi sentida. O aperto denunciou a saudade. A mão dele subiu até à nuca dela. Passou-lhe os dedos pelo cabelo. Encostou a cara dele ao pescoço dela. E ela percebeu que ele só queria voltar a sentir o cheiro do cabelo dela. Ela sentiu um arrepio. O mesmo que já havia sentido antes. E assim ficaram. Abraçados. O tempo parou. Passou. A música continuou. Tal como ela. Ela soltou o abraço e do alto dos seus saltos altos, deu meia volta e continuou o seu caminho. Em silêncio.

Porque eu não tenho asas, porque eu não sei voar
Quando eu era pequenina, tu já eras velho. Eu cresci e tu continuaste sempre igual, de cabelo branco, rugas, pelo morena, alto e com barriga de pai natal. Para a minha mãe eras como um pai, da mesma forma que as tuas filhas são como irmãs. Todos nos preocupavamos com o teu bem-estar, com aquilo que comias, com o sol que podias apanhar quando estavamos todos na praia. Ainda me lembro daquela vez na Figueira, que a noite trouxe uma chuva torrencial e tu tinhas ido andar para o calçadão. Andámos, andámos até te encontrar.
Quando não tinhamos carta de condução, nas férias do Verão, eras tu que nos levavas onde queriamos ir. Era assim todos os dias, depois do jantar. Iamos no teu renault branco. Andavas tão devagar e nos não faziamos mais nada do que gozar com isso. Diziamos piadolas, riamos e mandavamos bitaipes para o ar quando algum carro nos ultrapassava. Tu não percebias, ou fingias que não percebias.
Não eras de muitas palavras. Ficavas sempre no teu canto, com os teus pensamentos. Tenho a certeza que estavas a pensar nela... E foi a ela que te juntaste. Quando ninguém contava com isso. Ontem.

Estou podendo ou não estou podendo?


Com o Porto a meus pés, percebi que afinal é muito mais fácil olhar-te de cima do que aquilo que eu pensava. Muito melhor, é a certeza de que o teu olhar virá sempre de baixo.
Tenho dito!

O meu norte


E no momento da partida, a vontade de voltar. Só mais uma vez.
É sempre assim!

05 setembro 2009

04 setembro 2009

So Many Special People In The World

Ela tem coração!

Não tenho motivos para estar aqui a defendê-la. Afinal, por ela, ou devido a ela, já apanhei grandes secas, já vivi momentos de ansiedade e até uma previdência cautelar (não disse isto, ok). Por causa dela, já me ri, já arregalei os olhos e até já me pus em frente à televisão, especada e de boca aberta. Já a ouvi cantar e tapei os ouvidos, já "invejei" sapatos e botas dela. Já dancei com ela no Tamariz e já lhe "saquei" um brinde depois do beijo que ela deu ao marido e que fez as delícias da foto.
Ok, a senhora é resmungona, tem mau feitio e tenho a certeza que mais depressa ela deve gostar de alguém do que alguém gostar dela. Gosto do seu nariz impinado e do ar quero, posso e mando. Afinal, ela até quer, até pode e até manda. Ao jeito dela... e agora só e apenas na casa dela.
Parte a louça toda? Gosto disso!
Mas não gosto de momentos como aquele que acredito que ela possa estar a viver. É mau, é chato, é triste e tenho a certeza que é humilhante. Cair do pedestal acontece a todos e mais alguns. Mas o que também acontece, é que mesmo sem o pedestal, aqueles que são empurrados cá para baixo, conseguem sempre nunca sair lá de cima, do lugar dos generais. Como sempre, tenho a certeza de que a Generala é e será sempre assim.
(E nem é preciso foto para mostrar de quem estou a falar)

03 setembro 2009

Não seria mesmo a mesma coisa?

Eu podia viver sem trabalhar até às seis da manhã.
Eu podia passar na operação stop da Av. de Ceuta sem explicar tim tim por tim tim ao polícia o meu trabalho e o facto de não ter ingerido alcool toda a noite.
Eu podia não ter perdido o controlo do carro (que só por acaso era da empresa) numa curva.
Podia não ter sentido a traseira a fugir e a frente a ir direitinha ao separador de cimento.
Podia não estar a chover naquele momento.
Eu podia ter travado, em vez de pensar "não traves, deixa-te ir! Se bater, bateu!"
O carro podia ter batido.
Eu podia não ter mudado a estação do rádio e do outro lado podia não estar a passar a música que me fez ir ainda mais devagar.
Podia, naquele momento, não me ter lembrado que me disseste que tinhas chorado.
Eu podia viver sem chegar a casa às seis da manhã, meter a chave na fechadura e ela não rodar nem para a esquerda nem para a direita.
Eu podia não ter uma amiga, que não ouviu trezentas mil chamadas.
Eu podia ter tocado à campainha.
Eu podia não me estar a lixar pro facto da porta não abrir e da minha amiga não ouvir o telemóvel.
Eu podia ter almoçado e jantado e, assim, depois daquilo tudo, podia não ter ido comer um pão com chouriço, sozinha, à 24 de Julho.
Eu podia, depois de ter entrado em casa, não ter ninguém à minha espera e com paciência para ouvir "as coisas" da noite.
Eu podia não me rir aquela hora.
Podia não ter dormido uma hora e pouco.
Podia não ter sonhado contigo.
Podia ter acordado com mau feitio.
Podia ter cantado o la la la no banho.
Podia não ter despido o vestido que me ofereceste.
Podia conseguir vestir o vestido.
Eu podia estar aqui mal com a minha vida.
Eu podia não ter vivido tudo e mais alguma coisa que tenho vivido ultimamente.
Eu podia estar ainda pior.
Podia ser amarga, fria e insatisfeita.
Podia até ser doente.
Eu podia ter e ser tudo aquilo que me apetecia.
Eu podia satisfazer os meus caprichos sempre que quisesse.
Eu podia querer ir agora ao Polo Norte. E se quisesse ir, ia mesmo.
Podia não ter ido à Jamaica porque até tinha razões para não ir.
Eu podia não ter sido feliz na Jamaica.
Eu podia tudo isto e muito mais.
Eu podia ter tudo aquilo que eu quisesse.
Eu podia tudo e tudo e tudo.
Eu podia não sentir saudades.
Podia mesmo, mas nunca seria a mesma coisa!!!!

02 setembro 2009

O regresso... à normalidade?!

Foi rápido, mas é uma forma de me entregar aquilo que me devo mesmo entregar. Aquilo que também me preenche. Aquilo que sei que faço bem. Aquilo que adoro e que sempre quis para mim.
São 21h18 e ainda estou a trabalhar. E mais logo, continuarei a trabalhar... noite dentro, até me apetecer. Até querer. É isto que eu quero que me prenda. Isto eu não deixarei e isto não me deixará. Eu sei!
E amanhã, amanhã o sol entrará pela minha janela logo cedo. E será de sorriso nos lábios que voltarei a entrar aqui e me sentarei neste lugar, que me acompanha todos os dias. Amanhã, bem cedo! E depois de amanhã será igual. E no fim-de-semana também. Aqui, em cima de uma prancha de surf, na Praia Grande, e depois no Porto. Sim, no Porto! E o Porto será outra história para contar. A prova de que os sinais existem.
Chamem-me louca. Não quero saber.

Pode ser isto

Se quisermos... É isto!

AQUI

So this is goodbye

"Quando gostamos de alguém, sempre que essa pessoa parte, uma parte de nós parte também"

Se ter deixado partir essa parte é correcto, ou não, não sei!
Ter a culpa da partida? Sim, em parte. Quando há duas partes, acredito que ambas têm culpa da partida.
Da mesma forma que, na partida, também não sei qual das partes de mim partiu. Se a boa ou a má.
Se foi melhor assim? Também não sei!
Tinha de ser assim? Não, não tinha!
Fica a lição. Sempre!

28 agosto 2009

Ainda há PESSOAS

Cada vez mais me convenço que as pessoas nos deixam nos momentos em que mais precisamos delas. É um facto. Mas, é também nestes momentos que percebemos o valor de pessoas que estão ao nosso lado, e que apesar de não nos conhecerem de parte nenhuma, nunca nos terem visto mais magras ou gordas, mais felizes ou infelizes, nos estendem a mão, nos dão colinho, palavras de incentivo e, acima de tudo, nos encorajam rumo ao amanhã.
A família P é o exemplo disso. Pai, mãe e filha. Pouco ou nada me conhecem. Conviveram comigo meia dúzia de vezes.
Devo confessar que desde o início me senti bem ao pé da família P. Genuínos, sinceros, são pródigos na arte de bem receber. Em casa da família P senti-me em casa. A conversa nunca acabava e, apesar de irmos de assunto em assunto, mesmo quando a hora já era tardia, em casa da família P, nunca senti que alguém estava a fazer frete ou a parecer bem, só porque não tinha confiança comigo e era chato terminar a conversa.
O ambiente na casa da família P, remetia-me para ambientes da minha infância, para uma casa de família. Para a minha casa. Em casa da família P, senti aquilo que sei que as pessoas sentem quando vão à minha casa: uma porta aberta para tudo e mais alguma coisa. Pessoas disponíveis para o que der e vier.
Recentemente vivi mais um episódio daqueles que só vão ajudar na decisão e na certeza de que 2009 não é mesmo o meu ano. Por força da circunstância, a família P viu-se obrigada a viver este momento. Desde o princípio que a minha preocupação foi evitar arrastá-los para "a confusão". Cheguei mesmo a dizer-lhes que não havia necessidade, que não era preciso preocurem-se tanto comigo, porque, afinal eu até sou uma desconhecida para eles e eles não tinham de viver as minhas coisas. A família P recusou-se a deixar-me. Nunca emitiram juizos nem opiniões. Nunca me condicionaram nem influenciaram. Simplesmente estiveram ali, durante três dias. Aceitaram o meu estado, o meu semblante. Sentaram-se comigo e fizeram-me conversar. Ouviram de mim verdade e desabafos e não se importaram que eu chorasse. Perceberam que a minha postura não era aquela de alguém que, em situações do género, tenta instigar a confusão, dizer mal, culpar ou tentar sair de mansinho, com ar de menina boazinha e sonsa. (Que afinal até é doente! Onde já se viu?! Reconforta-me saber que a família P achou esta parte completamente absurda) Perceberam, sim! As palavras que me proferiram e a preocupação que me demonstraram são a prova disso.
A família P foi de uma paciência extrema e tudo ou mais que possa dizer sobre eles, nunca será demasiado. Nestes dias que se seguiram, embora a presença deles não seja física, nunca fizeram do provérbio longe da vista, longe do coração, um lema. Podiam muito bem não querer saber mais de mim. Podiam ter-se recolhido no seu casulo. Podiam! Afinal, não lhes sou nada! Mas não! Todos os dias dão o ar da sua graça. Um telefonema, uma sms ou um email. Todos estes dias tenho percebido que eles, a família P, podem estar aqui, ali ou acolá, mas estão sempre lá para mim. Com tudo bem definido e sem fazer misturas. Porque quando falamos, só interessamos nós: eu e a família P.
E como filha mimada que sou, de uma mãe que vive a mais de 300km de mim, mas que está sempre alerta, e a sofrer em silêncio por tudo aquilo que tenho passado, sei que até ela se sentiu mais tranquila por saber que à volta da filha há pessoas assim.
Obrigada, família P!

Gosto tanto

Kit de Sobrevivência





25 agosto 2009

23 agosto 2009

20 agosto 2009

Tenho cá uma sorte

Enquanto andam por aí metade das donzelas a apelar que, na hora de ir ao banco tratar de papeis e afins, lhes seja atribuído um moçoilo jeitoso, bem parecido, cheiroso e com a mania de que sou-tudo-e-mais-alguma-coisa-tenho-este-ar-de-bébé-engravatado-que-me-dá-uma-grande-pinta-de-cabrão-mas-cabrão-é-coisa-que-eu-juro-que-não-sou, assim só porque até é giro dizer que se tem um gestor de conta, que nos liga, e que nós até podemos inventar tudo e mais alguma coisa, só para ter pretexto para mais um telefonema, um email e uma ida ao banco nas horas de almoço... eu, estou aqui refasteladinha da vida porque me saiu na rifa a sô dona Sandra.
Sendo eu gaja e a sô dona Sandra gaja também, e sendo que gaja que é gaja, compreende a outra gaja, tenho cá para mim que esta relação tem futuro. Por isso, venham de lá os dois pares de sapatos por semana, as vontades fulminantes de ir ás shops, assim, só porque nos lembrámos, mas também porque estamos sempre a precisar (muito) de alguma coisa.
Tenho para mim que a sô dona Sandra entende (muito) bem este estar a precisar (muito) de alguma coisa. E tenho ainda mais para mim que ela vai ser (sempre) muito querida para mim.
Assim sendo, bem-vinda ao meu Reino, sô dona Sandra. É um prazer ser sua amiga.