28 agosto 2009

Ainda há PESSOAS

Cada vez mais me convenço que as pessoas nos deixam nos momentos em que mais precisamos delas. É um facto. Mas, é também nestes momentos que percebemos o valor de pessoas que estão ao nosso lado, e que apesar de não nos conhecerem de parte nenhuma, nunca nos terem visto mais magras ou gordas, mais felizes ou infelizes, nos estendem a mão, nos dão colinho, palavras de incentivo e, acima de tudo, nos encorajam rumo ao amanhã.
A família P é o exemplo disso. Pai, mãe e filha. Pouco ou nada me conhecem. Conviveram comigo meia dúzia de vezes.
Devo confessar que desde o início me senti bem ao pé da família P. Genuínos, sinceros, são pródigos na arte de bem receber. Em casa da família P senti-me em casa. A conversa nunca acabava e, apesar de irmos de assunto em assunto, mesmo quando a hora já era tardia, em casa da família P, nunca senti que alguém estava a fazer frete ou a parecer bem, só porque não tinha confiança comigo e era chato terminar a conversa.
O ambiente na casa da família P, remetia-me para ambientes da minha infância, para uma casa de família. Para a minha casa. Em casa da família P, senti aquilo que sei que as pessoas sentem quando vão à minha casa: uma porta aberta para tudo e mais alguma coisa. Pessoas disponíveis para o que der e vier.
Recentemente vivi mais um episódio daqueles que só vão ajudar na decisão e na certeza de que 2009 não é mesmo o meu ano. Por força da circunstância, a família P viu-se obrigada a viver este momento. Desde o princípio que a minha preocupação foi evitar arrastá-los para "a confusão". Cheguei mesmo a dizer-lhes que não havia necessidade, que não era preciso preocurem-se tanto comigo, porque, afinal eu até sou uma desconhecida para eles e eles não tinham de viver as minhas coisas. A família P recusou-se a deixar-me. Nunca emitiram juizos nem opiniões. Nunca me condicionaram nem influenciaram. Simplesmente estiveram ali, durante três dias. Aceitaram o meu estado, o meu semblante. Sentaram-se comigo e fizeram-me conversar. Ouviram de mim verdade e desabafos e não se importaram que eu chorasse. Perceberam que a minha postura não era aquela de alguém que, em situações do género, tenta instigar a confusão, dizer mal, culpar ou tentar sair de mansinho, com ar de menina boazinha e sonsa. (Que afinal até é doente! Onde já se viu?! Reconforta-me saber que a família P achou esta parte completamente absurda) Perceberam, sim! As palavras que me proferiram e a preocupação que me demonstraram são a prova disso.
A família P foi de uma paciência extrema e tudo ou mais que possa dizer sobre eles, nunca será demasiado. Nestes dias que se seguiram, embora a presença deles não seja física, nunca fizeram do provérbio longe da vista, longe do coração, um lema. Podiam muito bem não querer saber mais de mim. Podiam ter-se recolhido no seu casulo. Podiam! Afinal, não lhes sou nada! Mas não! Todos os dias dão o ar da sua graça. Um telefonema, uma sms ou um email. Todos estes dias tenho percebido que eles, a família P, podem estar aqui, ali ou acolá, mas estão sempre lá para mim. Com tudo bem definido e sem fazer misturas. Porque quando falamos, só interessamos nós: eu e a família P.
E como filha mimada que sou, de uma mãe que vive a mais de 300km de mim, mas que está sempre alerta, e a sofrer em silêncio por tudo aquilo que tenho passado, sei que até ela se sentiu mais tranquila por saber que à volta da filha há pessoas assim.
Obrigada, família P!

Gosto tanto

Kit de Sobrevivência





25 agosto 2009

23 agosto 2009

20 agosto 2009

Tenho cá uma sorte

Enquanto andam por aí metade das donzelas a apelar que, na hora de ir ao banco tratar de papeis e afins, lhes seja atribuído um moçoilo jeitoso, bem parecido, cheiroso e com a mania de que sou-tudo-e-mais-alguma-coisa-tenho-este-ar-de-bébé-engravatado-que-me-dá-uma-grande-pinta-de-cabrão-mas-cabrão-é-coisa-que-eu-juro-que-não-sou, assim só porque até é giro dizer que se tem um gestor de conta, que nos liga, e que nós até podemos inventar tudo e mais alguma coisa, só para ter pretexto para mais um telefonema, um email e uma ida ao banco nas horas de almoço... eu, estou aqui refasteladinha da vida porque me saiu na rifa a sô dona Sandra.
Sendo eu gaja e a sô dona Sandra gaja também, e sendo que gaja que é gaja, compreende a outra gaja, tenho cá para mim que esta relação tem futuro. Por isso, venham de lá os dois pares de sapatos por semana, as vontades fulminantes de ir ás shops, assim, só porque nos lembrámos, mas também porque estamos sempre a precisar (muito) de alguma coisa.
Tenho para mim que a sô dona Sandra entende (muito) bem este estar a precisar (muito) de alguma coisa. E tenho ainda mais para mim que ela vai ser (sempre) muito querida para mim.
Assim sendo, bem-vinda ao meu Reino, sô dona Sandra. É um prazer ser sua amiga.

19 agosto 2009

Sr. Guiness, posso entrar?

Há sete meses que não sabia o que era ter enxaqueca. Há sete meses.

Apetecia-me uma surpresa

Apetecia-me mesmo.
Farta das más surpresas da última semana, que teimam em não me sair da cabeça, que só me trazem dúvidas e me fazem parar, quando a minha vontade é continuar a caminhar e marcar o meu caminho com passos bem largos. Farta das más surpresa que me tiram o sono, me fazem ficar de olhos bem abertos durante a noite, a pensar em tudo aquilo que não consigo digerir, tudo e só porque sei, tenho a certeza, que há mesmo coisas que eu não mereço... esta semana eu só precisava de uma coisa diferente.
E aconteceu! Depois de uma mensagem, ontem, a meio da tarde, que dizia "tenho uma surpresa para ti".
E foi, ali para os lados de Alvalade XXI. No melhor lugar. Bem à frente do meu Sporting e ao lado dos italianos.
Obrigada.

Esta não sou eu

Isto não me aconteceu!

Hoje, enquanto estava a estacionar o carro, eu NÃO deixei descair a roda e a roda NÃO ficou pendurada numa vala cheia de pedras e areia. E depois, eu NÃO acelerei pra frente e também NÃO acerelei pra trás.
E quando a minha amiga, que vinha comigo, entre gargalhadas, me perguntou "como é que vais resolver isso, agora?", eu NÃO lhe respondi, entre mais umas gargalhadas, "não vou resolver!"

Isto não me aconteceu! E eu não sou assim. Eu conduzo muito bem e estaciono ainda melhor.

Verdades que ficam cá dentro III

Ai ai ai ai ai ai ai ai... lá vimos nós, outra vez, com as teorias nada práticas das frases feitas, lemas, sentenças, interjeições e blás, blás, blás.
Ok, mas o que é certo é que estas coisas acontecem... E não, não me perseguem e muito menos sou eu que ando atrás delas. Simplesmente, a malta anda mais atenta e... tufas, quando aparecem coisas assim, faz-se plim plim.
Pois então, aqui vai a pérola do dia, dita pela menina que se diz secretária aqui do estaminé. Assim, só para mim:

Traça um objectivo e segue o teu destino!!

E agora digo eu: Estou a seguir o meu destino... é este o meu objectivo.

18 agosto 2009

Está a correr bem isto?!

13.922 caracteres contra 3,213.
E ainda vou a meio. Só.
Haja inspiração. Assim. Sempre.

Ódio de Estimação

17 agosto 2009

Isto merece um post


É um facto. Primeiro senti-me obrigada, depois de tanta insistência. Mas devo confessar que me deixei levar. Ontem foi o momento. A minha primeira vez com ela. A descoberta. As duas. Só eu e ela. Foi rápido e simples. Foi sopa.

Verdades que ficam cá dentro II

"Tu és demasiado boa para as pessoas. Dás-te demais. Tens de aprender a controlar esse impulso, a ser mais fria e, mesmo que não seja o caso, tens de te mostrar desprendida. Não podes ser tão querida, mesmo que seja isso que queres ser. Deves dar, mas não podes dar assim tanto".

O mais incrível é que isto me foi dito por duas pessoas diferentes, na mesma semana. O mais incrível é que em comum, essas pessoas têm o facto de não me conhecerem desde sempre. Em comum, essas pessoas têm o facto de não saberem da minha história, das minhas vivências, das minhas tristezas, alegrias, emoções, experiências e ilusões. Em comum, essas pessoas têm o facto de apenas me conhecerem quase há dois meses.
Conclusão: a minha transparência começa a assustar-me.
Sempre soube que sou assim. Em tudo na minha vida, sempre fui assim. Quando gosto de alguém, seja na amizade ou na paixão, eu não consigo definir o meu limite. Deixo-me levar pela pessoas, entrego-me a elas e dou sempre o melhor de mim. Sempre, sem pensar se estou a fazer bem ou mal. Tudo, porque no momento é aquilo que eu quero. É entregar-me que me sabe bem.
Mas no fim, no fim a lambada é sempre na minha cara que fica marcada. No fim, as costas são-me sempre voltadas. No fim, nasce sempre aquela sensação de que fico a perder, enquanto que o outro lado segue em frente.
Mas agora, agora eu não quero o fim. Tudo e só porque ainda nem do início saí. Ainda sinto que estou na casa de partida e sei que, por vezes, o medo, a indecisão, o não saber o que poderá acontecer cem metros à frente e a forma como aqueles que caminham em nosso redor vivem a sua vida, faz com que nos seja difícil arrancar para mais uma caminhada nossa, baseada nas nossas escolhas e encostados aquilo que nos faz sentir bem todos os dias.
Porque se nos sentimos bem com algo, é porque é esse algo que realmente queremos. E também acredito que, quando nos sentimos bem de duas maneiras diferentes, é possível juntá-las. Assim, de certeza que nos iremos sentir muito melhor. De certeza que iremos sentir que temos tudo, que estamos completos.
Por saber disto é que ainda não vou acreditar que é o fim. Porque sei, tenho a certeza que não é mesmo o fim. Porque sei que tudo é possível. E é por tudo isto que luto todos os dias.

14 agosto 2009

Hoje, muito mais do que noutro dia

Apetece-me que a noite seja quente. Apetece-me ouvir música de fundo e que ela me toque cá dentro. Apetece-me deixar-me levar pela melodia, ondular o meu corpo a cada compasso. Apetecem-me as gargalhadas que se soltam bem lá do fundo. Gargalhadas sentidas e verdadeiras. Acima de tudo, apetecem-me as gargalhadas partilhadas. Apetece-me brindar a tudo e mais alguma coisa.
Apetece-me ter a certeza que isto vai acontecer e que depois de acontecer, apetece-me a sensação tranquila do regresso a casa. Apetece-me dormir numa cama com lençois brancos, que ajudam a prolongar a paz que quero sentir. Sentir-me confortável com o toque deles sobre o meu corpo, como que a abraçar-me. Apetece-me deixar-me levar por esse abraço, enrolar-me nele e fechar os olhos. Apetece-me adormecer de imediato. Apetece-me dormir um sono profundo, puro!
E amanhã, amanhã apetece-me acordar de manhã cedo, bem cedo. E sentir-me bem.

Verdades que ficam cá dentro

"Tu ainda estás na recruta, por isso prepara-te..."

E não, não investi na carreira militar. Nem tão pouco tem a ver com a carreira profissional.

13 agosto 2009

Chuva de Estrelas

Diz que foi ontem.
E isto, ontem, teria sido um bom motivo para voltar ao Guincho.

Homens, ouçam de uma vez por todas

"Quanto mais queridos forem para nós, melhor será o retorno. A querideza (leia-se ajudar nas tarefas domésticas, conversarem connosco, irem às compras sem fazer cara feia e outros afins) é um excelente afrodisiaco. Digam lá o que disserem. Por isso aprendam. Esta lição tão básica. Tão fácil. E que vai fazer todos mais felizes."

Plagiado na íntegra do blog da Brilhozinhos.

É isto mesmo e mais um milhão de tantas outras coisas. E não, não sou exigente! Muitas dessas coisas, para mim, assumem muito mais importância do que a ajuda nas tarefas domésticas e nas idas ás compras, que eu gosto bem mais de fazer na minha companhia. Essas coisas, para mim, encontram-se no dia-a-dia, na atitude, no comportamento e na compreensão que conseguimos dar ao outro lado e sentir do outro lado.
A "querideza" encontra-se na reciprocidade. No querer e saber estar. No saber deixar-se levar. Encontra-se na paciência, no saber ter paciência e querer ter paciência. No tempo que se dedica a ouvir o outro, mesmo que o assunto não nos interesse para nada. Nas palavras proferidas através do silêncio de uma resposta... A "querideza" encontra-se na vontade da dedicação. Em dedicarmo-nos e sentirmos dedicação.
A "querideza" não está nos miminhos, beijinhos e cutchicutchis. Está no facto de sabermos que temos alguém que está ali, para o nosso lado, da mesma forma que nós estamos para o outro lado. A "querideza" é ter tempo para tudo, sem perder a noção do limite. É o sentirmo-nos preenchidos e nunca cheios.
A "querideza" é conhecer a noção de espaço e sentirmo-nos bem quando temos o nosso espaço ocupado. Porque quando sentimos esse espaço invadido e isso nos incomoda, não vale a pena contrariarmo-nos. Há que assumir que não há "querideza".
A "querideza" não se cria quando se tem vontade. É o click que não se controla e que, por vezes, acontece quando não queremos... ou quando não deve acontecer. Mas já que aconteceu, é deixar acontecer...
A "querideza" está no nosso lado e no outro lado. Mas, acima de tudo, está na forma como os dois lados a partilham.

E agora, se estou errada, por favor que alguém me diga. A mim, que tenho tanto para aprender sobre a minha "querideza", mas, acima de tudo, sobre a "querideza" do outro lado.

12 agosto 2009

Aahh Saudade!!

Da rebeldia. Do querer fazer. Do não poder fazer. Do fazer sem poder. Do não saber nada, mas saber tudo. Das fases. Das descobertas. Das mudanças ao minuto. De acreditar facilmente. De não ponderar. De achar que tudo corre sempre bem. Da ansiedade que me tirava o sono, tudo e só pelo "perigo" que a aventura do dia seguinte me iria trazer. De ir à aventura, mesmo sabendo as implicações que isso me poderia trazer. Da sensação incrível que sentia, só porque tinha estado até ás cinco da manhã a conversar "coisas sérias" com alguém que sabia mais do que eu.
Saudades de tanta coisa.
Saudades dos meus 18 anos. Os mesmos 18 que esta semana tenho visto bem presentes nos teus 18 acabados de fazer. Eu também era assim. Igual!

11 agosto 2009

Fresca e Fofa

Depois de andar por aí aos caídos, cheia de sono - apesar de longas noites de sono bem dormido -, esta noite os olhinhos azuis só se fecharam entre as cinco e as sete da manhã. E não é que estou aqui fresquinha que nem uma alface verdinha. Gosto disto!

10 agosto 2009

"Façam o Favor de Ser Felizes"


Vamos ser felizes, sim!!!

Até Sempre

Jet Lag

Modo activo. Assim. Há uma semana. A dormir acordada. Com vontade para tudo, mas nada é tudo o que me apetece fazer.
Preciso de férias. Outra vez. Só mais uma vez.